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da segregac?a?o. |
§ 6o Ao segurado aposentado por invalidez aplica-se a disposto no § 4o, do art. 24, da Lei no 3.807, de |
26 de agosto de 1960. |
§ 7o A partir de 55 (cinqu?enta e cinco) anos de idade, o segurado aposentado ficara? dispensado dos |
exames para fins de verificac?a?o de incapacidade e dos tratamentos e processos de reabilitac?a?o |
profissional. |
Na prática, fica evidente que o Menor e o Maior Valor-Teto sa?o limitadores do salário de |
benefício e, portanto, devem ser afastados com a consequente readequac?a?o aos novos |
tetos constitucionais, conforme assegurado pelo Supremo Tribunal Federal no quando no |
julgamento RE 564.354/SE, que deve ser assegurada a manutenção da média |
contributiva. Vejamos a reprodução de trecho dos votos: |
'a possibilidade de o segurado adequar o valor de seu benefi?cio ao novo teto constitucional, |
recuperando o valor perdido em virtude do limitador anterior, pois coerente com as |
contribuic?o?es efetivamente pagas' (Min. Gilmar Mendes). RE n. 564354 |
?ser possi?vel a aplicac?a?o imediata do art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5o da |
Emenda Constitucional n. 41/2003 a?queles que percebem seus benefi?cios com base em limitador |
anterior, levando-se em conta os sala?rios de contribuic?a?o que foram utilizados para os ca?lculos |
iniciais? (passagem do voto condutor do aco?rda?o, proferido pela Ministra Ca?rmen |
Lu?cia no RE 564.354, Pleno). |
Ainda na repercussão geral 564.354/SE foi determinado o afastamento das limitações |
impostas pelo cálculo inicial, sem que isso importe em alteração do critério de |
cálculo da renda mensal inicial. Por oportuno, trago trecho do voto da Min. Relatora |
Cármen Lúcia: |
\" Assim, após a definição do salário de benefício, calculado sobre o salário de contribuição, deve |
ser aplicado o limitador dos benefícios da previdência social, a fim de se obter a Renda Mensal |
do benefício a que terá direito o segurado. Dessa forma, a conclusão inarredável a que se pode |
chegar é a de que, efetivamente, a aplicação do limitador (teto) para definição da RMB que perceberá |
o segurado deve ser realizada após a definição do salário de benefício, o qual se mantém inalterado, |
mesmo que o segurado perceba quantia inferior ao mesmo. Assim, uma vez alterado o valor limite |
dos benefícios da Previdência Social, o novo valor deverá ser aplicado sobre o mesmo salário |
de benefício calculado quando da sua concessão, com os devidos reajustes legais, a fim de se |
determinar a nova RMB que passará a perceber o segurado. Não se trata de reajustar e muito |
menos alterar o benefício. Trata-se, sim, de manter o mesmo salário de benefício calculado |
quando da concessão do benefício, só que agora lhe aplicando o novo limitador dos benefícios do |
RGPS\" |
DA ANÁLISE DOS ACO?RDA?OS PARADIGMAS PARA O CABIMENTO RECURSAL |
DA DECISA?O FIRMADA EM INCIDENTE DE ASSUNC?A?O DE COMPETE?NCIA |
DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4a REGIA?O |
Em sentido oposto da decisão recorrida, o Tribunal Regional Federal da Quarta Regia?o em |
decisa?o firmada no IAC no 5037799-76.2019.4.04.0000, entendeu que tanto o menor |
como o maior valor-teto devem ser afastados na atualizac?a?o do sala?rio de benefi?cio para |
fins de readequac?a?o aos tetos das Emendas Constitucionais 20/98 e 41/2003. Vejamos: |
PREVIDENCIÁRIO. INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA. ADMISSIBILIDADE. REVISÃO DE |
BENEFÍCIO. TETOS. EMENDAS CONSTITUCIONAIS Nº 20/1998 E 41/2003. TEMA 96 DO STF (RE |
564.354/SE). BENEFÍCIO ANTERIOR À CF/88. APLICABILIDADE. MENOR E MAIOR VALOR TETO. |
ELEMENTOS EXTERNOS AO BENEFÍCIO. METODOLOGIA DE CÁLCULO. DECADÊNCIA. NÃO |
OCORRÊNCIA. |
1. A insegurança jurídica decorrente da ausência de consenso, nos julgados deste Tribunal, a respeito |
da repercussão das alterações no teto dos benefícios previdenciários estabelecidas pelas ECs nº 20/98 |
e nº 41/03 aos benefícios concedidos antes da CF/88, especialmente no tocante à forma de cálculo da |
nova renda mensal e de eventuais diferenças, autoriza a instauração do Incidente de Assunção de |
Competência com base no parágrafo 4º do artigo 947 do CPC, para que as teses jurídicas produzidas |
por esta 3ª Seção ponham fim à divergência e sejam aplicadas a todos os demais processos da 4ª Região |
de forma vinculante. |
2. No julgamento do RE 564.354/SE (Tema 76, Relatora Ministra Carmen Lúcia Antunes Rocha), |
o Supremo Tribunal Federal decidiu que \"Não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do |
art. 14 da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5º da Emenda Constitucional n. 41/2003 aos |
benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da |
vigência dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional\", reconhecendo o |
limitador de pagamento (teto do salário de contribuição) como elemento externo à estrutura jurídica |
dos benefícios previdenciários, razão pela qual o valor apurado para o salário de benefício integra-se |
ao patrimônio jurídico do segurado e todo o excesso não aproveitado por conta da restrição poderá |
ser utilizado sempre que alterado o teto, adequando-se ao novo limite. |
3. Restando admitido pela Suprema Corte que o segurado deveria receber a média de suas |
contribuições, não fosse a incidência de teto para pagamento do benefício, tal raciocínio é |
indistintamente aplicável tanto aos benefícios concedidos após a Lei nº 8.213/91 como àqueles |
deferidos no interregno conhecido como \"buraco negro\" ou sob a ordem constitucional pretérita. |
4. Foi consagrada pelo STF a aplicabilidade do princi?pio juri?dico ?Tempus regit actum? em matéria |
previdenciária, no sentido de que a lei de regência é a vigente ao tempo da reunião dos requisitos para |
a concessão do benefício. Assim, para a apuração da nova renda mensal, o salário de benefício |
originariamente apurado, conforme as regras vigentes na DIB, deve ser atualizado mediante a |
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