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aplicação dos índices de reajustamento dos benefícios em manutenção, sendo posteriormente limitado |
pelo teto vigente na competência de pagamento da respectiva parcela mensal. |
5. Menor e maior valor-teto, previstos respectivamente nos incisos II e |
III do art. 5º da Lei nº 5.890/73, assim como o limitador de 95% do salário de benefício, |
estabelecido pelo § 7º do art. 3º do citado dispositivo legal, consistem em elementos |
externos ao benefício e, por isso, devem ser desprezados na atualização |
do salário de benefício para fins de readequação ao teto vigente na |
competência do pagamento da prestação pecuniária. |
6. Tratando-se de benefício anterior à CF/88, o menor e maior valor-teto deverão ser aplicados para o |
cálculo das parcelas mensalmente devidas, até a data da sua extinção. A partir de então, os novos |
limitadores vigentes na data de cada pagamento é que deverão ser aplicados sobre o valor do salário |
de benefício devidamente atualizado. Desse modo, o valor do salário de benefício originalmente |
apurado deverá ser evoluído, inclusive para fins de aplicação do art. 58/ADCT, e sofrer, mensalmente, |
a limitação pelo teto então vigente para fins de cálculo da renda mensal a ser paga ao segurado. |
7. Cumpre destacar que tal metodologia não caracteriza a revisão do ato concessório do benefício ou |
alteração da forma de cálculo uma vez que os limitadores de pagamento são elementos externos ao |
próprio benefício, incidentes apenas para fins de pagamento da prestação mensal e não integram o |
benefício propriamente dito. Ademais, a RMI não sofreu qualquer alteração, uma vez que permaneceu |
incólume até a ocorrência da primeira majoração que trouxe ganho real ao teto de pagamento, |
efetivada em percentual superior àquele aplicado para fins de reajuste da renda mensal dos benefícios |
em manutenção naquela data. Resta demonstrado, com isso, que a hipótese não se submete a prazo |
decadencial, uma vez que não se está revisando o ato de concessão em si. |
https://eproc.trf4.jus.br/eproc2trf4/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=4165704970 |
6886435954264419981&evento=40400188&key=318e664741761d1fee4e353532ce59d4570d2c09ac44dd3 |
777d5ab3dec042567&hash=0de53d54fce56c8394265d82c57620d1 |
DA ANÁLISE DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NOS TERMOS AO |
ARTIGO 105, C, III DA CARTA MAGNA |
Da leitura da decisão proferida no IAC do Tribunal Regional Federal da Quarta Região |
podemos verificar que o entendimento é de que o menor valor teto é limitador do salário |
de benefício: |
? Menor e maior valor-teto, previstos respectivamente nos incisos II e III |
do art. 5º da Lei nº 5.890/73, assim como o limitador de 95% do salário de |
benefício, estabelecido pelo § 7º do art. 3º do citado dispositivo legal, consistem |
em elementos externos ao benefício e, por isso, devem ser desprezados |
na atualização do salário de benefício para fins de readequação ao |
teto vigente na competência do pagamento da prestação pecuniária\". |
Em sentido contrário, a decisa?o proferida pelo do Tribunal recorrido, entendeu |
que o menor valor teto não é limitador do salário de benefício: |
? ?Neste E. Tribunal, e? de rigor a observa?ncia do precedente firmado pela E. |
Terceira Sec?a?o, no julgamento do Incidente de Resoluc?a?o de |
Demandas Repetitivas (IRDR) 5022820-39.2019.4.03.0000, que fixou |
a seguinte tese juri?dica: ?O mVT - menor valor teto funciona como um |
fator intri?nseco do ca?lculo do valor do benefi?cio e na?o pode ser |
afastado para fins de readequac?a?o;. ? |
Entende a parte autora que deve haver adequação da decisão recorrida aos termos do |
direito garantido pelo E. Supremo Tribunal Federal, de que tanto o menor quanto o maior |
valor- teto atuam como limitadores externos ao benefi?cio, visto que limitavam o valor da |
renda mensal inicial somente depois da a apurac?a?o do sala?rio de benefi?cio (me?dia |
contribuitiva), raza?o pela qual, para os benefi?cios concedidos antes da vige?ncia da |
Constituic?a?o Federal de 1988, conforme definido no IAC do Tribunal Regional Federal da |
Quarta Região: |
1. quando o sala?rio de benefi?cio tenha sofrido limitac?a?o mediante a incide?ncia do menor |
valor-teto; |
2. quando, mesmo na?o tendo havido essa limitac?a?o, a me?dia dos sala?rios de contribuic?a?o |
recomposta atrave?s do art. 58/ADCT alcanc?ar, em dezembro/91, valor igual ou maior |
que o teto do sala?rio de contribuic?a?o enta?o vigente (Cr$ 420.002,00 ou 10,000047619 |
sala?rios-mi?nimos), situac?a?o em que havera? excesso a ser considerado nos reajustes |
subsequentes, pois, em janeiro/92, considerando que benefi?cios e teto do sala?rio de |
contribuic?a?o do me?s anterior receberam o mesmo i?ndice de reajuste, fatalmente tera? |
havido glosa por parte da autarquia previdencia?ria por ocasia?o do pagamento ao |
segurado/beneficia?rio, com reflexos que perduram ate? os dias atuais.? |
Insta ainda consignar que os Tribunais Regionais da Primeira e Segunda |
Regiões, inclusive o Ministério Público e Advocacia Geral de União em |
manifestação no Incidente julgado pelo E. TRF4, reconhecem tanto o menor quanto |
o maior valor teto como limitadores vigentes a? e?poca de sua concessa?o. Todas |
as decisões e manifestações em anexo. ( TRF1 - 0004080-29.2016.4.01.3800 da Primeira |
Turma e 1002130 -60.2019.4.0 1.380 da s egun da Tu rma, TRF2 - 5051551- |
95.2019.4.02.5101, TRF4 - Incidente Assunc?a?o de Compete?ncia n. |
50377997620194040000.) |
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