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vendas acompanhadas de fatura, formalidade exigida tão-somente nas vendas mercantis a |
prazo.?. |
No mesmo sentido, na Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 01/DF, o STF fixou |
o entendimento de que o termo faturamento não destoa de ?receita bruta das vendas de |
mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza?. |
Por sua vez, no julgamento dos RE nºs 346.084/PR, 357.950/RS, 358.273/RS e |
390.840/MG, o STF reconheceu a inconstitucionalidade da ampliação do conceito de |
faturamento indevidamente promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei nº 9.718/98, que tentou |
englobar outras receitas que não as decorrentes da realização do objeto social do contribuinte. |
Embora tenha havido mudança legislativa nas bases de cálculo dessas contribuições |
após o início de vigência da Emenda Constitucional nº 20/98 (que passou a autorizar sua |
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incidência sobre a totalidade das receitas auferidas pelas empresas, e não mais apenas sobre |
o faturamento), ainda assim revela-se inviável a inclusão de valores estranhos e que não |
correspondam à riqueza própria do contribuinte na base de cálculo da contribuição ao PIS e da |
COFINS, como é o caso do valor das próprias contribuições. |
Isso porque, se tais valores não estão inseridos no conceito de faturamento, com mais |
razão ainda não estão inseridos no conceito de ?outras receitas? previsto na legislação |
infraconstitucional (Leis n° 9.718/98, 10.637/02 e 10.833/03), que deve ser interpretado |
considerando as manifestações jurisprudências prévias e o próprio conceito delimitador |
definido no direito privado, ainda que considerada a totalidade das receitas da pessoa jurídica, |
já que as referidas contribuições sociais não revelam riqueza própria do contribuinte. |
Como receita, para fins de incidência tributária, só podem ser considerados os |
ingressos financeiros que compõem o patrimônio do contribuinte, os valores do PIS e COFINS |
não se enquadram nesse conceito, sendo insuscetíveis de incidência das próprias |
contribuições ao PIS e COFINS. |
É sabido que, em matéria tributária, a Constituição usa vocábulos capazes de descrever |
realidades detentoras de substrato econômico passíveis de suportarem a incidência de |
específicos tributos. Dentre tais expressões, destacam-se ?lucro?, ?renda?, ?patrimônio? e, o que |
interessa aqui, ?receita?, expresso não só no artigo 195, I, ?a?, da Constituição, mas também no |
artigo 3º, caput, da Lei nº 9.718/1998, artigo 1º, caput e §§ 1º e 2º da Lei nº 10.637/2002, e |
no artigo 1º, caput e §§ 1º e 2º da Lei nº 10.833/2003, in verbis: |
Lei nº 9.718/98 |
?Art. 3º. O faturamento a que se refere o art. 2o compreende a receita bruta de que trata o |
art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977.? |
Lei nº 10.637/2002 |
?Art. 1º. A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não cumulativa, incide sobre o total |
das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua |
denominação ou classificação contábil. |
§ 1º. Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta de |
que trata o art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas as demais |
receitas auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores decorrentes do ajuste a |
valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de |
§ 2º. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep é o total das receitas auferidas |
pela pessoa jurídica, conforme definido no caput e no § 1o.? |
Lei nº 10.833/2003 |
?Art. 1º. A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins, com a incidência |
não cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, |
independentemente de sua denominação ou classificação contábil. |
§ 1º. Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta |
de que trata o art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas as |
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demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os seus respectivos valores decorrentes do |
ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de |
§ 2º. A base de cálculo da Cofins é o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, |
conforme definido no caput e no § 1o.? |
Tais vocábulos, usados como substrato à atribuição de competências tributárias, não |
podem ser manipulados ou ignorados, como quer fazer crer o v. acórdão recorrido, pelo |
legislador infraconstitucional muito menos pelos agentes fiscais na interpretação das normas |
tributárias através de atos normativos infralegais, como ocorre no presente caso, sob pena de |
ofensa ao artigo 110 do CTN. |
Com isso, não sendo o registro contábil, mas sim o ingresso financeiro o conteúdo |
material da hipótese de incidência dos tributos em análise, não é correto quantificar as exações |
em exame a partir dos relatos exteriorizados pela simples escrituração contábil, porque |
pautada por critérios e técnicas que têm outra finalidade. |
pessoa jurídica, não poderia o v. acórdão recorrido permitir que a base de cálculo sobre a qual |
recai a exação seja incrementada por parcelas que não se enquadram no conceito de receita |
pertencente ao contribuinte, ou seja, de valores transitórios, de titularidade de terceiros (União |
Federal). |
Com efeito, o artigo 3º, caput, da Lei nº 9.718/1998, e os artigos 1º, §§ 1º e 2º, da |
Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03 que fundamentam a cobrança das contribuições ao PIS e à |
COFINS na sistemática cumulativa e não-cumulativa, se valem da figura de grandeza da |
receita adotada pelo direito privado, que deve ser interpretada sob a égide do artigo 110 do |
CTN: |
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