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Região decidiu, por unanimidade, negar provimento aos embargos de |
declaração, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que |
ficam fazendo parte integrante do presente julgado. |
Destarte, o requisito do prequestionamento está plenamente |
atendido, de forma que cabível a interposição de Recurso |
Especial. |
2.2. OFENSA AOS ARTIGO 1.022, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL |
Com a máxima vênia, mas neste caso houve prestação |
jurisdicional insuficiente, uma vez que o Tribunal Regional |
Federal da 2ª Região se pronunciou brevemente acerca da matéria |
levantada em sede de julgamento da apelação, referentes, |
especificamente, à violação ao princípio da legalidade |
tributária (150, I da CF e 97 do CTN), e deixou de se manifestar |
quanto à violação ao princípio da não-cumulatividade (artigo |
195, §12º, da CF e artigo 1º das Lei n. 10.637/2002 (PIS) e |
10.833/2003 (COFINS). |
Assim, resta claramente caracterizada a insuficiência na |
prestação jurisdicional emanada pelo TRF4, pois deixou de |
apreciar alegações relevantes, falseando suas fundamentações, |
face o objeto do recurso de apelação apresentado, bem como da |
petição inicial, e, configurando clara ofensa ao disposto no |
artigo 1.022, II, do Novo CPC. |
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no |
sentido de que o julgador não está obrigado a responder |
questionário das partes. Contudo, deve examinar questão, |
oportunamente suscitada, e que, se acolhida, poderia levar o |
julgamento a um resultado diverso do ocorrido. |
Então, tendo o colendo juízo persistido em sua negativa de |
sanar os vícios como buscado, se tem por inafastável o |
cometimento de afronta ao disposto no artigo 1.022, II, do Novo |
CPC, pois a normatividade ali contida impõe a exposição da |
motivação do juízo empreendido sobre o pleito das partes. |
Neste mesmo sentido está a posição da jurisprudência deste |
Colendo Superior Tribunal de Justiça acerca da matéria: |
PROCESSUAL CIVIL. REJEIÇÃO DE EMBARGOS SEM APRECIAÇÃO DE MATÉRIA |
PRESCRICIONAL OMITIDA PELO ACÓRDÃO. RECURSO ESPECIAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO |
ARTIGO 535 DO CPC. Viola o art. 535 do CPC o acórdão que rejeita embargos de declaração, |
tendentes a suprir omissão de ponto essencial, visto que o Embargante tem direito à prestação |
jurisdicional por inteiro. Recurso conhecido e provido.? (RESP 341549/PI, STJ, 5ª Turma, Rel. Min. |
Gilson Dipp, DJ 13/05/2002). |
?PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. |
EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS PELO TRIBUNAL A QUO. DIVERGENCIA NÃO |
CONFIGURADA. REEXAME DE PROVA. Impossível o acesso ao Recurso Especial se o tema nele |
inserto não foi objeto de debate no tribunal a quo. Faz-se imprescindível que os embargos sejam |
acolhidos pela corte de origem para que seja sanada a possível omissão constante do v. acórdão |
embargado. Não procedida a demonstração analítica das circunstâncias que identifiquem ou |
assemelhem os casos confrontados, impossibilitando a evidência das molduras fáticas norteadoras |
das decisões que afirmou discrepantes, não se pode conhecer do especial pela letra \"c\". \"A pretensão |
de simples reexame de prova não enseja recurso Especial\". (Súmula n. 7/STJ). Recurso não |
conhecido.? RESP 58471/SP, STJ, 1ª Turma, Rel. Min. César Asfor Rocha, DJ 15/05/1995). |
Demonstrada a flagrante ofensa ao preceito legal acima |
citado, passa-se às demais argumentações recursais. |
2.3. DA OFENSA AOS ARTIGOS 110 E 97 II, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO |
NACIONAL E A NEGATIVA DE SUAS VIGÊNCIAS ? CONTEXTUALIZAÇÃO DA |
TRIBUTAÇÃO DAS RECEITAS FINANCEIRAS |
Entendeu o acórdão recorrido que: |
TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO. EXCLUSÃO DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS E DA COFINS DA |
PRÓPRIA BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE FIRMADO PELO |
STJ EM JULGAMENTO DE RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DOS |
RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS. |
1. A controvérsia posta nestes autos é relativa à exclusão da |
Contribuição ao PIS e da COFINS sobre as suas próprias bases de |
cálculo, que, segundo a Impetrante, deveria ter o mesmo tratamento |
conferido ao ICMS incluído na base de cálculo das referidas |
contribuições. |
2. Ao julgar o RE nº 574.706/PR, sob a sistemática da repercussão |
geral, o Supremo Tribunal Federal fixou a tese de que ?o ICMS não |
compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da COFINS?, na |
medida em que o imposto estadual não corresponde a faturamento ou |
mesmo receita da pessoa jurídica, por não se incorporar ao |
patrimônio desta, mas apenas transitar pela respectiva |
contabilidade. |
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