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Da mesma forma, transcreve-se abaixo, o voto do v.
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acórdão ora impugnado, proferido na Apelação (Evento 16 ?
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voto110), verbis:
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?Conclui-se, pois, que a coisa julgada produzida no bojo
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do mandado de segurança coletivo nº
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2005.51.01.016159-0, por força do princípio da
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congruência, em reverência aos contornos subjetivos do
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título executivo delineados pela impetrante, bem como
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ao princípio da segurança jurídica, abrangeu apenas os
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associados listados na inicial da ação coletiva proposta
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pela AME/RJ, de modo que somente estes possuem
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legitimidade para requerer o cumprimento do referido
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título judicial, o que é o caso do embargado, conforme se
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vê na listagem de associados de fls. 30. Quanto à
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alegação de falta de documentos essenciais ao feito,
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tal alegação não merece prosperar, isto porque, o
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título exequendo determinou que a VPE, vantagem
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devida aos militares da Polícia Militar e do Corpo de
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Bombeiros Militar do Distrito Federal, fosse
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estendida aos servidores do antigo Distrito Federal.
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A Lei nº 11.134/2005, atualizada pela Lei nº
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11.360/2006 e suas sucessivas alterações,
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dispuseram as tabelas com os valores devidos de
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acordo com o posto ou graduação do militar,
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conforme se vê através dos documentos juntados
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pelo embargado, às fls. 110/112. A União, embora
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tenha argumentado, que deveria ser obtido, junto
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ao órgão de origem, as reais diferenças de valores
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históricos, mês a mês e os descontos nas
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Novamente, intimada (fls. 562/563), a União
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Federal não deu cumprimento à determinação,
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embora pudesse ter obtido tais elementos. Por fim,
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quanto ao alegado excesso de execução, verifico que
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os cálculos exequendos de fls. 106/109, foram
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elaborados na forma do Manual de Cálculos da
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Justiça Federal. Além do mais, uma vez que não
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foram apresentados os elementos aludidos pela
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União Federal, os cálculos do exequente devem
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prosperar, conforme determina o artigo 523, §5º, do
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CPC. (...) Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTES OS
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PRESENTES EMBARGOS, com fulcro no art. 487, I, do
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CPC/2015. Sem custas, conforme o disposto no art. 7 º
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da Lei no. 9.289/96.
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liquidação. Traslade-se cópia desta sentença para os autos da
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ação principal. Após o trânsito em julgado, certifique-se e
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desapensados, dê-se baixa e arquivem-se estes embargos,
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prosseguindo-se nos autos principais.?
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A apelante alega, em suma, como causa de pedir: (...) A
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jurisprudência atesta que somente com a liquidação do
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julgado, poderá efetivamente se verificar o quanto cada parte
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poderá receber, tendo em vista que a sentença foi genérica, por
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tratar de Mandado de Segurança Coletivo, que atingiu diversas
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pessoas listadas na inicial. Assim, havendo prévia liquidação,
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não se poderá cogitar a ausência dos descontos devidos, tais
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como as parcelas VPNI, GEF e GEFN, sob pena de duplicidade
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de pagamentos em razão. Na verdade, a própria incorporação
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da vantagem VPE depende da não percepção de vantagens
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incompatíveis com a mesma, consoante o previsto no art. 61 da
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Lei nº 10.486/2002. Logo, somente com a prévia liquidação do
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julgado poderá se aferir o quanto devido? Passo ao exame do
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recurso. Em análise aos autos originários, verifica-se que a
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parte autora, ora apelada, pleiteia a execução do julgado
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proferido no bojo do Mandado de Segurança Coletivo nº.:
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2005.51.01.016159-0, impetrado pela AME ? Associação de
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Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro -, em relação ao
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pagamento da gratificação denominada ?VPE? (Vantagem
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Pecuniária Especial) aos servidores do antigo Distrito Federal.
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O juízo a quo acolheu os cálculos apresentados pelo exequente,
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sob fundamento de que não foram apresentados elementos
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pela União e determinou o prosseguimento da ação executiva.
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No que diz respeito à possibilidade de compensação dos
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valores referentes às rubricas GEFM (Gratificação Especial
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de Função Militar) e GFM (Gratificação de Incentivo à
|
Função Militar), cabe destacar alguns pontos. O REFERIDO
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TEMA NÃO FOI OBJETO DE DISCUSSÃO NOS AUTOS DO
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MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO Nº
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2005.5101.016159-0, NÃO HAVENDO QUE SE FALAR,
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PORTANTO, EM OFENSA À COISA JULGADA, nos termos do
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art. 509, § 4º, do CPC/15. Destaque-se que, a teor dos arts.
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525, VII, e 917, VI, ambos do CPC/15, a compensação pode
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ser alegada como matéria de defesa. Outrossim, não é
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juridicamente possível a cumulação das gratificações
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percebidas privativamente pelos militares do antigo
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Distrito Federal (como é o caso da GEFM e da GFM) com
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aquelas percebidas privativamente pelos militares do
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atual DF (como é o caso da VPE). Ressalte-se que, no caso, as
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razões jurídicas que levaram ao reconhecimento do direito à
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incorporação da VPE não foi o princípio da isonomia (entre os
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militares do antigo e atual DF), mas sim a compreensão de que
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a Lei nº 11.134/2005 teria previsto esse direito.
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Neste sentido:
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Subsets and Splits
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