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Tribunal Regional Federal da 2ª Região profere suas decisões judiciais, o v. acórdão proferido no |
Evento 18 destes autos processuais, com as vênias de estilo, se equivocou ao declarar a coisa |
julgada ao inverso, pois que SOMENTE FAZ COISA JULGADA em relação aos |
trabalhadores da categorias profissionais que legalmente o Sindicato-SINDSPREV possui |
autorização para proceder a substituição processual, representando-os como seus |
substituídos, no caso somente os servidores/trabalhadores da área da previdência social, |
fato, data máxima vênia, de uma clareza solar como já decidido pelo C. STJ e pelo C. STF e em |
dezenas de acórdãos do próprio E. Tribunal Regional Federal/2ª Região transcritos e anexos à |
presente. |
§ 5o Para efeito do disposto no inciso III do caput deste artigo, considera-se também inexigível a obrigação reconhecida em título executivo |
judicial fundado em lei ou ato normativo considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou |
interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo Supremo Tribunal Federal como incompatível com a Constituição Federal, em controle de |
constitucionalidade concentrado ou difuso. (ANTIGO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741, DO CPC/73) |
3 Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso. |
Portanto, como se trata de exequente/recorrida integrante da categoria |
profissional da área de saúde, não há que se falar em ofensa a coisa julgada, pois é vedada a sua |
representação como substituído pelo SINDSPREV. Ao contrário, o que está ocorrendo é a |
violação a coisa julgada em razão da clara ilegitimidade ativa ad causam da recorrida em |
promover a execução individual de título executivo judicial que não a contempla. |
É importante frisar que a questão não é saber se os trabalhadores na área |
da saúde e trabalho são sindicalizados ou não, pois que a representação sindical é ampla, mas |
sim deixar claro que os trabalhadores da área de saúde e do trabalho não fazem parte da categoria |
profissional representada pelo SINDSPREV por absoluta falta de legitimidade desse Sindicato de |
representá-los por falta de autorização do órgão público competente (Ministério do Trabalho) em |
respeito ao registro e a unicidade sindical, sob pena de violação ao art. 8º, inciso III, da CRFB. |
Pode se notar pelas fichas financeiras (contracheques) que a recorrida nunca contribui para o |
SINDSPREV, na verdade SEMPRE contribuiu para outro Sindicato, o Sindicato que |
representa os Trabalhadores na área da Saúde - SINSPREV/SP, conforme se prova com o |
contracheque juntado no Evento 1, CHEQ10, Página 1, SENDO SINDICATOS |
TOTALMENTE DISTINTOS. |
BREVE SINÓPSE |
Trata-se de Ação de Cumprimento de Sentença lastreada no título judicial |
formado na ação coletiva nº 0012042-29.2011.4.02.5101, transitada em julgado em |
09.11.2015, que tramitou perante o Juízo da 7ª Vara Federal/RJ, que condenou a União ao |
pagamento de diferenças de valores relativos as parcelas pretéritas das gratificações de |
desempenho denominada GDPST, extensiva aos inativos e pensionistas, acrescidos de correção |
monetária e juros de 0,5% a.m., conforme sentença de fls. 61/66, acórdão de fls. 68/76, com |
trânsito em julgado em 09.11.2015, cfe. certidão de fls. 67, dos autos originários. |
Os sindicatos tem legitimidade de defender interesses coletivos de toda a |
categoria profissional, contudo, o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM SAÚDE, |
TRABALHO E PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - |
SINDSPREV-RJ, autor da ação originária não tem legitimidade para representar a |
categoria profissional do servidores públicos da área da saúde, somente da categoria |
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profissional da previdência social, sendo, portanto, a exequente parte ilegítima para prosseguir |
na presente execução individual pelos motivos que serão melhores esclarecidos abaixo. |
Tratando-se de ação de cumprimento de sentença coletiva ilíquida |
imprescindível a sua prévia liquidação, impondo-se dessa forma a extinção do processo sem |
resolução do mérito, com base no art. 509, do CPC. |
Frise-se, desde já, que o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM |
SAÚDE, TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - |
SINDSPREV-RJ, somente tem autorização, conforme cadastro junto ao Ministério do |
Trabalho, de representar tão-somente os trabalhadores da PREVIDÊNCIA SOCIAL, |
apesar da sua denominação englobar SAÚDE e TRABALHO, portanto, é importante deixar bem |
claro que a execução individual somente pode ser promovida por servidor público integrante |
do Ministério da Previdência Social, nos termos da petição inicial dos autos principais às fls. |
1/7. |
DA COISA JULGADA E DA ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DA |
EXEQUENTE PARA PROPOR A EXECUÇÃO INDIVIDUAL. |
Primeiramente insta consignar que a parte exequente-recorrida |
(aposentada/pensionista pelo instituidor da pensão) não era e não é filiado(a) ao SINDSPREV, |
pois era trabalhador(a) na área da saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, conforme se |
prova com os dados cadastrais e fichas financeiras emitidas pelo SIAPE e SIGEP, no caso |
espelho juntado pela própria parte autora no Evento 1 (ficha financeiras/contracheque do |
Ministério da Saúde). |
Na petição inicial do processo originário às fls. 2, item I (Evento 1, |
ANEXO14, Página 22), consta a seguinte afirmativa, in verbis: |
?I ? DA SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL |
Subsets and Splits
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