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3. Há precedentes no Superior Tribunal de Justiça no |
sentido de que a legitimidade dos sindicatos para representar |
determinada categoria depende do devido registro no Ministério do |
Trabalho, obedecendo-se o princípio da unidade sindical. Desta forma, |
como o cadastro do SINDSPREV/RJ perante o Ministério do |
Trabalho indica que representa apenas os trabalhadores da |
Previdência Social, não há que se falar em direito de representação |
por parte dos servidores da saúde. |
4. O princípio da causalidade prevê o dever de pagamento |
de honorários por parte daquele que deu causa à instauração da ação, no |
caso, o exequente. |
5. Fixados honorários advocatícios sucumbenciais em 10% |
sobre o valor atualizado da causa, nos termos do artigo 85, §7º, |
observando-se o artigo 98, §3º, todos do CPC. |
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6. Negado provimento à apelação de ORLANDO LUIZ |
CARDOSO (Evento 32). Provido o apelo da UNIÃO. |
ACÓRDÃO |
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima |
indicadas, a Egrégia 6a. Turma Especializada do Tribunal Regional |
Federal da 2ª Região decidiu, por unanimidade, negar provimento à |
apelação de ORLANDO LUIZ CARDOSO (Evento 32) e dar provimento |
ao apelo da UNIÃO (Evento 34), nos termos do relatório, votos e notas de |
julgamento que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Rio de |
Janeiro, 12 de fevereiro de 2020. Documento eletrônico assinado por |
POUL ERIK DYRLUND, Desembargador Federal Relator, na forma do |
artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006 e |
Resolução TRF 2ª Região nº 17, de 26 de março de 2018. A conferência da |
autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico |
https://eproc.trf2.jus.br, mediante o preenchimento do código verificador |
20000098280v3 e do código CRC 92fd8d25. Informações adicionais da |
assinatura: Signatário (a): POUL ERIK DYRLUND Data e Hora: |
13/2/2020, às 14:11:45 |
Logo, não obstante a nomenclatura que ostenta, o SINDSPREV não |
abrange a representatividade de servidores públicos federais quer da área de saúde, quer do |
trabalho. |
Assim, considerando que a parte recorrida (aposentado(a)/instituidor(a) da |
pensão) era servidor do Ministério da Saúde, não se enquadra, portanto, na categoria de |
Trabalhadores da Previdência Social, não tendo a mesma, legitimidade de promover a execução |
individual, pois não foi representada pelo SINDSPREV, que não possuía como não possui |
autorização legal para representar a categoria profissional dos servidores da área de saúde, |
conforme já expressamente decidido pelo C. STJ e STF, que tão somente contempla os |
substituídos do SINDSPREV e dentre estes não se enquadram os trabalhadores da Saúde e do |
Trabalho, somente os servidores da área da previdência social, sob pena de violação à coisa |
julgada, em afronta ao art. 5o, inciso XXXVI, da CRFB e aos arts. 5025 e 5036 do CPC, devendo |
ser extinto o feito sem resolução do mérito diante da inexequibilidade do título executivo |
judicial. |
5 Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso. |
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Pugna a União, portanto, pelo reconhecimento da ilegitimidade ativa da |
parte autora para promover a execução e da coisa julgada, reformando-se o v. acórdão recorrido |
extinguindo-se o feito sem resolução do mérito. |
DA AUSÊNCIA DE PRÉVIA LIQUIDAÇÃO DO JULGADO COLETIVO. |
NECESSIDADE. DA SEGURANÇA DA COISA JULGADA. |
DA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. |
É fato que incumbe à parte autora da execução individual do processo |
coletivo, nos termos do art. 373, inc. I do CPC, comprovar que preenche os requisitos constantes |
do título executivo. Na hipótese, deve comprovar, no mínimo, que pertence à categoria |
profissional abarcada pela decisão judicial do processo coletivo, isto é, que recebe a |
gratificação (GDPST) objeto da ação coletiva, fato que efetivamente não ocorreu nos |
presentes autos. |
A exequente-recorrida, na qualidade de interessada na execução individual |
do título judicial formado na Ação Ordinária Coletiva ajuizada pelo SINDSPREV deveria |
comprovar que integrava a categoria representada pela entidade na demanda em |
referência (servidores da área da previdência social), o que, como se depreende dos autos, |
não ocorreu. E, que residi no âmbito da jurisdição do órgão prolator antes ou até a data de |
propositura da demanda, no caso, no Estado do Rio de Janeiro. |
A questão aqui é de necessidade de respeito à SEGURANÇA JURÍDICA, |
forte no art. 506 do CPC, ipsis litteris: |
?Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não |
prejudicando terceiros. (g.n.) |
A sentença exequenda coletiva não pode, logo, beneficiar um novo |
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