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AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE |
COLETIVO. EX-EMPREGADO. MANUTENÇÃO. CONTRIBUIÇÃO. |
NECESSIDADE. REEXAME DE PROVAS. NÃO OCORRÊNCIA. |
PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. VALIDADE. NÃO PROVIMENTO. |
1. Sedimentado nesta Corte o entendimento de que a regra do art. 30, da Lei |
9.656/98 somente se aplica ao ex-empregado que, efetivamente, contribuiu para |
o plano de saúde por meio de mensalidades ao longo do contrato de trabalho. |
2. Inaplicável ao presente caso o óbice da Súmula 7/STJ, tendo sido fundamento |
para a decisão ora agravada a jurisprudência aplicável nesta Corte e não o |
reexame de provas. |
3. Este Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que o |
prequestionamento das matérias dá-se de forma implícita, bastando para |
tanto que haja discussão na origem acerca dos pontos trazidos no especial, |
sendo desnecessária a menção específica de artigo de lei. |
4. Agravo interno a que se nega provimento. |
(AgInt no REsp 1651462/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, |
QUARTA TURMA, julgado em 16/11/2017, DJe 24/11/2017) |
Assim, conforme entendimento consolidado nesta Corte, é possível |
o reconhecimento de prequestionamento implícito, para fins de conhecimento do |
recurso especial, quando as questões debatidas no recurso especial tenham sido |
decididas no acórdão recorrido, ainda que sem a explícita indicação dos dispositivos |
de lei que o fundamentaram. |
Portanto, afigura-se prequestionada a matéria. |
1.3. Da inaplicabilidade da Súmula nº 7 do STJ |
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Convém destacar ainda que a hipótese versada nos autos não atrai a |
aplicação do óbice sumular nº 7 do STJ, por não demandar a análise do contexto |
fático probatório. Isso porque, em verdade, o deslinde da questão perpassa pela |
qualificação jurídica dos fatos e revaloração de provas que já passaram pelo crivo das |
instâncias ordinárias, somadas à necessidade de considerações sobre as alegações |
tecidas pelos recorrentes, o que não se confunde com o revolvimento de matéria fático |
probatória. |
Nessa senda, o entendimento do e. STJ sobre o tema leciona que a |
verificação das premissas fáticas do caso concreto, com o objetivo de aplicar o melhor |
direito à espécie, não se traduz em reexame de prova, o que é obstado pela Súmula 7, |
senão vejamos: |
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. ERRO |
MATERIAL CONFIGURADO. RETIFICAÇÃO DA EMENTA DO JULGADO |
EMBARGADO. OMISSÃO QUANTO AO VALOR DO DIA-MULTA. |
VALORAÇÃO JURÍDICA DAS PROVAS JÁ APRECIADAS PELO |
TRIBUNAL A QUO. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 07 DO SUPERIOR |
TRIBUNAL DE JUSITÇA - STJ. EMBARGOS REJEITADOS. |
Existência de erro material na ementa do acórdão embargado. Por conseguinte, |
onde se lê \"perda do cargo público mantida\", leia-se \"não aplicação da pena de |
perda de cargo\". Há omissão acerca da definição do valor do dia-multa aplicada |
ao ora embargado, que ora sano para estabelecer em um salário mínimo. |
O caso em apreço não encontra óbice na Súmula n. 07/STJ, tendo em vista |
que a controvérsia deduzida no recurso especial não exige novo exame do |
contexto fático-probatório dos autos, mas simples valoração jurídica das |
provas já apreciadas pela Corte de origem. |
Embargos de declaração do Ministério Público Federal acolhidos em parte, sem |
efeitos modificativos, tão-somente para sanar o erro material constante na |
ementa, bem como a omissão quanto o valor do dia-multa. |
(EDcl no REsp 1177612/SP, Rel. Ministro ERICSON MARANHO |
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA TURMA, julgado |
em 15/12/2015, DJe 02/02/2016) (grifou-se) |
Assim, a jurisprudência desta Corte alberga a tese de que a |
verificação das premissas fáticas presentes nos autos, sem extrapolar os limites |
fáticos delineados pelas instâncias antecedentes, com o fito de aplicar o melhor direito |
à espécie, não se trata de reexame de prova, que encontra óbice na Súmula 7/STJ, |
mas, sim, de lhe atribuir nova valoração, podendo resultar em conclusão jurídica |
diversa. |
Ressalta-se que a análise da desnecessidade de prévia liquidação |
do título executivo coletivo não depende de revolvimento de provas, apenas |
atribuição de nova valoração, diante de entendimento equivocado do Tribunal a quo. |
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Outrossim, a questão é puramente de direito, com o debate de teses |
jurídicas. |
Assim, evidente que não há que se falar em incidência da Súmula n° |
7/STJ ao caso, conforme entendimento pacífico do STJ sobre o tema. |
2. DA SÍNTESE DO PROCESSO |
Em breve síntese, trata-se de cumprimento de sentença individual |
decorrente da ação coletiva nº 0006396-63.1996.4.02.5101, ajuizado em face da |
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) objetivando o pagamento das |
diferenças de remuneração e proventos resultantes da retroativa incorporação à tabela |
vigente em 1º de janeiro de 1993, do reajuste no percentual de 28,86%. |
Após a distribuição do feito sobreveio despacho (evento 23, autos |
originários) determinando o seguinte: |
Defiro o beneficio de prioridade na tramitação do feito. |
Observe a parte autora que para a execução do julgado torna-se necessário a sua |
liquidação quando a Sentença não for líquida. Para tanto deverá ser apresentada |
a memória discriminada dos cálculos, assim como a comprovação documental de |
onde foram extraídos tais valores. |
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