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correspondente a eles. |
Vamos considerar um funcionário que receba um salário básico |
de R$ 2.000 por mês e utilize 2 vales-transportes por dia para ir e voltar do trabalho. |
Para esse cálculo, vamos estabelecer o valor do vale-transporte em R$ 2,50. |
Para 22 dias trabalhados durante o mês, temos um total de 44 |
vales-transportes necessários ao empregado nesse período (2 x 22 = 44). Então, o |
valor final dos vales-transportes fornecidos no mês será de R$ 110 (44 x 2,50 = 110). |
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Vejamos: se o desconto total do vale-transporte deve ser de até |
6% do valor do salário básico, no exemplo apresentado o desconto total deveria ser |
de até R$ 120 (2.000 x 6% = 120). Como o valor total dos vales-transportes é de R$ |
110, será este o valor descontado do salário básico, e R$ 120. |
Por outro lado, caso o valor total do vale-transporte |
ultrapassasse o limite dos R$ 120, somente R$ 120 poderiam ser descontados do |
salário básico do funcionário. Nessas situações, é o empregador que deve arcar com |
o excedente. |
Tal diferenciação é de extrema importância, evitando-se que se |
confunda o desconto de até 6% do vale com o próprio vale-transporte, já que este, por |
lei, já é excluído da base de cálculo por ter notório caráter indenizatório. Vejamos. |
O art. 2º da Lei nº 7.418/85, que instituiu o vale-transporte, |
preceitua que tal verba (o vale puro) não tem natureza salarial, não se incorpora à |
remuneração e não constitui base de incidência de contribuição previdenciária: |
?Art. 2º - O Vale-Transporte, concedido nas condições e limites definidos, |
nesta Lei, no que se refere à contribuição do empregador: (Renumerado do |
art. 3º, pela Lei 7.619, de 30.9.1987) |
a) não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer |
efeitos; |
b) não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de |
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; |
c) não se configura como rendimento tributável do trabalhador.? |
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O Decreto nº 95.247/87, que regulamentou a Lei nº 7.418/85 |
(instituidora do vale-transporte), em seu art. 6º, manteve a natureza não salarial da |
verba, tendo em vista seu caráter indenizatório: |
?Art. 6° O Vale-Transporte, no que se refere à contribuição do empregador: |
I - não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração do beneficiário |
para quaisquer efeitos; |
II - não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do |
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; |
III - não é considerado para efeito de pagamento da Gratificação de Natal (Lei |
n° 4.090, de 13 de julho de 1962, e art. 7° do Decreto-lei n° 2.310, de 22 de |
dezembro de 1986); |
IV - não configura rendimento tributável do beneficiário.? |
Já a Súmula nº 89 do CARF (Conselho Administrativo de |
Recursos Fiscais), Tribunal administrativo federal de instância máxima, que decide |
sobre questões de repercussão teórico-prática e econômico-financeira, prescreve |
que: |
Súmula CARF nº 89: A contribuição social previdenciária não incide sobre |
valores pagos a título de vale-transporte, mesmo que em pecúnia. |
Advocacia-Geral da União, no Ato nº 004/2016, tendo em vista a aprovação do |
Parecer da PGFN/CRJ nº 189, declarou autorizada a dispensa de impugnação judicial, |
interpostos nas ações judiciais que pleiteiem a não incidência de contribuição |
previdenciária sobre o vale-transporte pago em pecúnia: |
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?nas ações judiciais fundadas no entendimento de que não há incidência de |
contribuição previdenciária sobre o vale-transporte pago em pecúnia, |
considerando o caráter indenizatória da verba?. |
Na mesma linha, a Tabela de Incidência de Contribuição da |
Subsecretaria de Arrecadação e Atendimento ? Secretaria da Receita Federal do |
Brasil ?, publicada em 28/04/15 (constante do site da RFB), extirpa a rubrica da base |
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