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empregador pelo adiantamento do custeio do benefício alimentício do empregado. |
A vantagem concedida ao colaborador de modo algum tipifica |
compensação pelo labor realizado. |
Nesse ínterim, não correspondendo à contraprestação |
sinalagmática da relação existente entre o funcionário e a empresa empregadora, não |
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retrata remuneração (salário), circunstância que conduz inevitavelmente ao ora |
defendido: não é base de cálculo da contribuição previdenciária. |
referente ao desconto do vale-alimentação (seja fornecido in natura, por cesta básica, |
em ticket ou espécie). |
E) O DESCONTO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA/ODONTOLOGIA |
O empregador pode oferecer serviços médicos, odontológicos e |
similares aos empregados e dirigentes da empresa. Essa tarefa pode ser executada |
por serviço médico próprio da empresa ou por terceiro a ela conveniada, sendo lícito |
ao empregador, inclusive, reembolsar as despesas médicas suportadas por seus |
colaboradores. |
Nesse contexto, atua o empregador, paralelamente ao Estado, na |
missão de desenvolver e expandir as ações de Seguridade Social. Como as ações do |
Poder Público em prol do direito à saúde são custeadas com recursos da seguridade |
social, o legislador houve por bem tornar isento de contribuição previdenciária os |
valores destinados à assistência médica e odontológica dos empregados. |
No ano de 1992, a Consultoria Jurídica do Ministério da |
Previdência Social, por meio do Parecer MPS/CJ/N. 107, de 14 de setembro de 1992, |
declarou que os valores despendidos pelos empregadores e destinados à assistência |
médica dos empregados e dependentes não integra o salário-de-contribuição, dada a |
inexorável natureza assistencial do benefício, como se colhe da seguinte conclusão: |
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?O conceito de salário-de-contribuição da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991 |
está posto no artigo 28, nos seguintes termos: ?Art. 28 Entende-se por salário- |
de-contribuição: I ? para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração |
efetivamente recebida ou creditada a qualquer título, durante o mês, em uma |
ou mais empresas, inclusive os ganhos habituais sob a forma de utilidades, |
ressalvado o disposto no § 8º e respeitados os limites dos §§3º, 4º e 5º deste |
artigo. |
De ponto, verifica-se que nem o serviço médico prestado pela própria |
empresa, nem aquele conveniado, constituem importâncias efetivamente |
recebidas ou creditadas em favor dos empregados durante o mês, muito |
menos configuram ganhos habituais sob a forma de utilidades. |
Na hipótese do serviço médico oferecido pela própria empresa, por ato de |
liberalidade e colaboração com o Poder Público em matéria de saúde do |
trabalhador, somente quando o empregado utiliza esporadicamente o |
serviço, há um acréscimo eventual em sua remuneração. |
(...) Por não constituir um ingresso normal com que conta o trabalhador para |
sua subsistência, porquanto só quando eventualmente utilizada por ele há um |
ganho efetivo, a assistência médica prestada pela própria empresa não se |
identifica com a remuneração devida, revestindo-se, inquestionavelmente, de |
autonomia conceitual. |
Não sendo remuneração, nem ganho habitual sob a forma de utilidade, não |
integra o salário-de-contribuição. |
No caso específico de convênios de assistência médica, em que participam |
a empresa, seus empregados e a instituição que presta os serviços, há que |
se considerar a inexistência do fator gratuidade do serviço para o empregado, |
que, necessariamente, arca com parcela do custeio. |
As partes, empresa e empregados, se solidarizam em benefício de todos, |
num contrato de natureza civil, onde há adesão expressa e voluntária para o |
custeio da prestação médica. Não há que se falar em salário indireto, dado o |
tipo de ajuste, oneroso para o empregado, o que retira a índole salarial do |
negócio jurídico. |
A assistência médica conveniada, pois, nos termos retratados, não integra o |
salário- de-contribuição, por não integrar a remuneração do empregado nem, |
tampouco, constituir ganho habitual sob a forma de utilidades, pela ausência |
do fator gratuidade do serviço. |
Há que se considerar, ainda, a hipótese da empresa custear totalmente |
os planos de saúde para seus empregados e respectivos dependentes. |
Neste caso, a empresa não mantém plano de saúde especificamente |
para um empregado, mas para a massa de trabalhadores que lhe presta |
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serviços. Não se trata, pois, de ?remuneração paga ou creditada a |
qualquer título? pela empresa a seu empregado, pois o serviço médico |
não se traduz em valor pecuniário por ele recebido. Trata-se, na verdade, |
de prestação assistencial, sendo socialmente injusto para a empresa |
atribuir-lhe caráter salarial, e economicamente desencorajador de |
iniciativas similares. |
As prestações de natureza assistencial são bem delineadas pelo |
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